Não é obrigatório gostar de moda, não é necessário andar na moda, não é sequer necessário gostar da moda. A “crise económica” está instalada… na moda.



O que têm dois universos aparentemente tão distintos como o universo da economia e da moda, em comum? Aparentemente nada, aparentemente tudo. Os estilistas perdem tanto tempo a criar e a desenhar novos modelos, que se esquecem do factor economia que afecta o mais comum dos mortais.



Para começar, é necessário ter em conta que se não temos dinheiro deixamos de ter poder de compra, e aqui não podendo comprar o que desejamos, o material fica em stock. Pode parecer uma bola de neve, porque se o material fica em stock ou é cendido “ao desbarato”, ou devolvido aos produtores. Ora ninguêm gosta de qualquer um dos casos, logo os estilistas perdem a vontade de desenhar, e os vendedores, obviamente, de vender. Senão vejamos.



Para os mais atentos a esta matéria, devem ter reparado que as ultimas colecções a desfilar nas passareles internacionais estão um tanto ou quanto obscuras, e quando mencionamos este ponto referimo-nos às cores. Pois é, são mais escuras do que o habitual. Porque está na moda, poderá pensar o leitor mais desatento, mas não é bem assim. Essa ausência de cor não é nada mais, nada menos do que um reflexo deste espírito e moral baixo, triste e apreensivo no mundo em que vivemos. Além disso, um vestido preto é praticamente intemporal… E já que em tempos difíceis nunca sabemos como será o dia de amanhã, melhor investir em algo que poderemos usar muitas vezes.



Crise e moda
Ora as grandes marcas têm pessoas especializadas em estudos de mercado, em procurar na rua o que se vende e o que se compra. De olho nesse desejo do consumidor, as marcas carregam na oferta do preto, da roupa de modelagem clássica… Enfim, na simplicidade e elegância. Nesta época a palavra “economizar” está gravada na nossa cabeça e nada como o bom velho básico.



Por outro lado os tecidos elaborados e sofisticados são caros, e essa palavra deve desaparecer do dicionário. Logo, muitas marcas investem em tecidos mais baratos e por vezes deCrise e moda qualidade muito inferior aos habituais. Certas firmas produziram para esta temporada roupas em tecidos fracos, mas que por outro lado são mais fácil de trabalhar, rendem bem na fábrica.


Agora é tudo uma questão de lógica. Primeiro, se uma roupa é criada com tecidos deste tipo é obviamente mais barata, acessível ao consumidor, pese o facto de durar menos tempo. Segundo, os criadores aproveitam esse facto para continuar a criar e a produzir moda. Eles sabem que independentemente da roupa ser temporal ou intemporal, não durará muito. Logo, não param de criar.


Resumindo: desde as industrias têxteis que sofrem com a falta de matéria-prima barata, passando pelos estilistas que são afectados tanto na criação (o espírito triste), quanto na execução (os tecidos caros), chegando aos estilistas, que adoram pegar nessa situação e deixar tudo mais sombrio na passarele…


fonte: tendenciasonline.com

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