Regresso às aulas: aprenda a gerir o seu dinheiro e evite pedir emprestado aos bancos


Antes de ir às compras conheça os truques para poupar no seu carrinho
Setembro é sempre o mês do início das aulas. E, o que pode ser uma «aventura» para o seu filho, acaba quase sempre numa dor de cabeça para os pais.


Um truque fundamental surge da parte da Deco: «não leve o seu filho às compras». Isto porque «eles querem sempre mais qualquer coisa. E os pais vão atrás de modas e de materiais associados a heróis de banda desenhada o que, por norma, são mais caros», explica à Agência Financeira Jorge Morgado, responsável pela associação de defesa do consumidor.

Além disso, há muito trabalho de casa a fazer antes de entrar numa loja. Ter uma lista bem preparada, comparar preços e pensar sempre se aquilo que quer comprar é realmente necessário são dicas que deve ter sempre em mente, aconselha a GE Money.

Albino Almeida, da Confederação Nacional das Associações de Pais, dá ainda outras dicas: não compre os manuais «de uma vez só» e pergunte aos professores qual a altura em que serão necessários. Ao mesmo tempo, o porta-voz dos pais aconselha a compra na internet, que pode trazer alguns descontos.

Além dos livros «obrigatórios», há ainda livros de exercícios e CD-Rom. Albino Almeida sugere que pergunte sempre aos professores se estes serão mesmo necessários.

Fuja ao crédito

Alguns bancos oferecem empréstimos para financiar as compras de material escolar. Uma opção que, para a Deco, deve ser evitada.

«Os gastos com o regresso às aulas podem ser previstos com muito tempo de antecedência», aponta Jorge Morgado. «Por isso, o planeamento do orçamento familiar deve ter isso em conta, especialmente nos meses em que se recebe o subsídio de férias». Além disso, nos casos de grande aperto, o responsável pela Deco apela à «solidariedade familiar».

Um pé-de-meia que pode ser complementado com investimentos em fundos, depósitos a prazo ou certificados de aforro.

Cabaz escolar para um aluno do secundário pode ultrapassar os 200 euros

Muitas crianças aguardam ansiosamente o período de regresso às aulas, principalmente pelo momento em que de dedicam a experimentar o novo material escolar. Já para os pais, o momento não é de alegrias mas de grandes encargos.

De acordo com a Associação Portuguesa de Editores e Livreiros (APEL), o cabaz de manuais escolares obrigatórios para um jovem, por exemplo, no 7º ou no 9º ano (3º ciclo), situa-se nos 141,40 euros, ou seja, está 6,20 euros mais caro do que o ano passado.

Já para um estudante no 2º ciclo (5º e 6º ano), os pais terão de desembolsar 84,93 euros em livros obrigatórios, mais 3,90 euros do que em 2008. Se o seu filho frequentar o 1º ciclo (1º ao 4º ano), o valor do cabaz diminui substancialmente: 25,54 euros, ou seja, 1,36 euros mais caro do que no ano anterior.

Nestes valores não estão incluidos os cadernos de exercícios bem como o restante material didáctico de apoio aos livros, como os CD-Rom, que a maioria dos pais acaba por comprar, fazendo subir o valor da factura.

Livros do secundário são os mais caros

Os preços voltam a disparar quando a estes números somamos o valor do material escolar. Por exemplo, para um filho no 3º ciclo os pais terão de gastar mais de 150 euros, tendo em conta que o valor de um «kit» de material escolar ronda os 12 euros.

Esta quantia ascenderá a 300 euros se, por exemplo, tiver dois filhos no 3º ciclo.

No que diz respeito ao ensino secundário, a Agência Financeira pesquisou os preços: o conjunto dos manuais para um aluno do 10º ano no Agrupamento de Ciências ascende aos 250 euros.

Livros sobem 4,5%

O preço dos manuais escolares sofreu um aumento de 4,5 por cento, valor avançado, esta quinta-feira, pelo Jornal de Notícias e confirmado pelo Ministério da Educação.
Um aumento justificado à Agência Financeira por Albino Almeida, presidente da Confederação Nacional das Associações de Pais, que refere que «desde o ano passado, o aumento dos preços é calculado por indexação ao valor da inflação, deixando de estar congelado».

Já a Porto Editora defende que «os livros escolares têm um preço justo», pois corresponde a um trabalho que «demora 18 meses a ser desenvolvida».

Hipers em campanha

Para chamar os clientes, os hipermercados já têm campanhas para o regresso às aulas. O Pingo Doce e o Feira Nova têm a «habitual campanha de regresso às aulas».
Ao passo que o Jumbo oferece um «kit» económico de material escolar (uma mochila, caderno, alguns marcadores, canetas e afins) no valor de 8,99 euros.
Também o Continente aposta no regresso às aulas, com uma variada oferta de material escolar a preços mais baixos.
Comparando preços, um «kit» idêntico ao do Jumbo está à venda por 9,05 euros no grupo da Sonae Distribuição.

Há ainda facilidades no pagamento caso tenha o cartão próprio desse grupo. Por exemplo, ao comprar manuais escolares no Jumbo pode usufruir de um desconto de 10% sob o preço de editor com o cartão. O hiper do grupo Auchan garante, ainda, o pagamento em prestações do material para a escola.


Procure na família e na escola se não há material que possam emprestar

O regresso às aulas é um momento de alguma ansiedade para os pais, mas muito aguardado pelas crianças. As montras enchem-se de cor e o imaginário das crianças vive cada momento como se fosse o único.
Ensine as crianças a terem cuidado com o dinheiro e compre apenas o indispensável.
O conselho é da GE Money: «quando a criança é educada desde cedo a gerir dinheiro, contas e cartões irá gerir as suas finanças de uma forma muito mais eficaz em adulto».

O primeiro passo, antes de efectuar as compras, é fazer um levantamento do material necessário e do orçamento que tem disponível. Aproveite essa fase para rever o que tem em casa que pode ser reutilizado.

Alguns dos materiais que tem em casa podem certamente ser reciclados, dando-lhes um aspecto novo e personalizado. Envolva o seu filho na tarefa de criar uma nova imagem através de colagem, desenho ou pintura, certamente que vai ter orgulho em mostrar o novo estojo ou dossiê aos colegas da turma.

Ainda antes de chegar à fase das compras propriamente ditas, procure junto do seu círculo de amigos, familiares e na própria escola se têm livros e outro material que possam disponibilizar.

Quando for comprar, não se precipite. «Não compre na primeira montra, procure e compare preços», aconselha a GE Money.

Importante também é saber contrariar as crianças e não dizer sim a tudo. «Não compre tudo o que as crianças querem, mas estimule-as a efectuar consigo uma lista do que realmente precisam. Encoraje as suas crianças a pouparem, criando um mealheiro e estipulando objectivos para essas poupanças, ajudá-los-á a entenderem o dinheiro».

Não ceda às pressões dos mais novos. Faça-os entender que não têm que ter material de marca ou os últimos modelos. Mas também não seja demasiado inflexível. Pode ceder nalguns pontos, até porque é importante que as crianças se sintam confortáveis no meio que os rodeia.







1 comentário:

  1. Olá,
    Antes de mais parabéns pelo blog.
    muitos boas sujestão é bastante interesante o blog,descobri por acaso teu blog,gostei bastante e fiquei fã.gostei fã.convido-te a visitares meu blog.


    bjs

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