Como controlar o orçamento lá em casa

Evite que as despesas da sua família se sobreponham aos rendimentos. Saiba como esticar o orçamento do seu lar.



Em 2009, mais de 2800 pessoas pediram ajuda ao Gabinete de Apoio ao Sobreendividado (GAS), da Associação Portuguesa para a Defesa dos Consumidores (Deco). Só nos primeiros 3 meses deste ano, já chegaram ao GAS 833 processos. A maior parte dos pedidos tem como causa principal uma situação de desemprego imprevista ou de doença. É nestas alturas que os créditos e dívidas se sobrepõem aos rendimentos e equilibrar as contas bancárias se torna um "bicho de 7 cabeças".

É um dos portugueses com dificuldades em gerir o orçamento familiar? Então pegue numa folha de Excel ou de agenda e comece a organizar as despesas lá de casa. Há apenas uma regra a cumprir: a disciplina.


O orçamento da sua família deve ser minucioso, quer nos rendimentos, quer nas despesas. Assim, poderá distinguir o que é essencial do supérfluo e tomar as decisões mais racionais, antes de um novo gasto ou endividamento. Gerir o orçamento da sua família está nas suas mãos. Basta "concentrar-se nas prioridades e cortar nos custos supérfluos", lê-se no sítio da Associação de Instituições de Crédito Especializado (ASFAC). Defina o seu perfil e tente adaptá-lo ao do seu parceiro. Tomem as decisões conjuntamente.

Responsabilidade partilhada


A ASFAC dá-lhe alguns conselhos para gerir o seu plano de gastos. Primeiro, não acumule a tarefa e responsabilidade de gerir sozinho as finanças familiares, divida-as. Deve rever as suas metas e fazer uma avaliação das expectativas pelo menos uma vez por ano. Os seus objectivos devem ser mensuráveis e realistas e deve ter sempre um plano de emergência para as eventualidades.

Quanto às suas necessidades, opte pelas modalidades que melhor se adequam ao seu caso, quer seja um seguro de saúde, um plano poupança-reforma ou um crédito. Os rendimentos que sobram devem ser investidos. Nas alturas de maior concentração de despesas (educação dos filhos, manuais escolares, troca de casa ou de carro, seguro de vida e de casa) esteja preparado para enfrentar os gastos "extra".

O pessimismo não resulta. Quando surgir um imprevisto, foque-se no problema, adopte uma estratégia e actue em conjunto com o seu parceiro. Evite pagar as suas dívidas fora de prazo. Regra geral, o incumprimento dos prazos implica o pagamento de juros de mora.

Segundo Natália Nunes, do GAS, o orçamento familiar pode ser o melhor instrumento para uma boa gestão do seu dinheiro. "O orçamento permite saber quanto se recebe e quanto e onde se gasta", diz. A diferença entre os rendimentos e as despesas é o saldo, que deve ser sempre positivo, ou seja, "não se deve gastar mais do que aquilo que se recebe".

Para Natália, o orçamento, pessoal ou familiar apresenta várias vantagens. Com a sua implementação, pode controlar as despesas e decidir onde quer gastar menos. Desta forma, também pode dividir os seus recursos por categorias de despesa e poupança e deixar que toda a família participe.

"O orçamento familiar é um instrumento que permite sistematizar e confrontar as despesas e receitas referentes a um dado período, que assume um papel central no processo de gestão racional dos recursos e ambições familiares", explica Sandra Lopes, do Gabinete de Orientação ao Endividamento dos Consumidores (GOEC). Mais: é um documento que implica que se façam previsões sobre as despesas futuras, sendo, por isso, um documento previsional. Saiba como organizá-lo.

Alguns  passos para criar um orçamento familiar


Inclua os seus rendimentos O seu salário, dinheiro proveniente de juros, lucros, rendas, pensões e todos os outros rendimentos devem ser anotados.
Registe todos os seus gastos Não esqueça de incluir nenhuma despesas. Só assim poderá descobrir onde gasta dinheiro desnecessário.
Divida as despesas por grupos Primeiro, aponte todos os gastos relacionados com a sua casa ou apartamento. Depois, as despesas relacionadas com automóveis, as que advêm das necessidades básicas, como alimentação, transportes, entre outros, as de educação e todas as que se lembrar, das férias aos hobbies.
Converta as despesas anuais em mensais Os gastos dos meses "mais pesados", como aquele em que paga o seguro do carro, por exemplo, devem ser considerados. Divida essas despesas por 12 e saiba quanto tem de poupar mensalmente para esse fim.
Não esqueça os imprevistos Presentes, reparações, electrodomésticos que se avariam, prendas ou compras de grande valor. Inclua todos estes gastos.
Guarde os comprovativos Fique com todos os talões e recibos do que compra, durante um mês. Quando não lhe derem talão, anote esse gasto num bloco.

1 comentário:

  1. Pelas notícias de crise,
    Pelas dúvidas do futuro,
    Pela instabilidade de emprego,
    Pela crise económica mundial,

    Deixamos de pensar ou adiamos o nosso bem estar, o que nos é útil diariamente é esquecido.

    Por experiência devido aos pontos citados esta-se a perder o costume das revisões aos equipamentos, só somos chamados e com mais frequência quando ja não há nada a fazer,
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    " O futuro pertence aqueles que se preparam hoje para ele "
    anónimo

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