A exposição solar exagerada é responsável por 90% dos cancros cutâneos


Devido à redução da camada de Ozono, tem-se verificado um aumento de 3% da radiação UV na crosta terrestre, o que implica um aumento de incidência do melanoma. Assim, as exposições solares exageradas representam uma ameaça à saúde.
O sol é a causa de mais de 90% dos cancros cutâneos, podendo estes demorar entre 20 a 30 anos a manifestar-se. Deve-se, por isso, usufruir moderamente dos benefícios do sol e em determinados períodos do dia.



Os cancros cutâneos têm cura apenas se forem tratados precocemente. Neste sentido, convém saber como detectar na pele aquilo que nos levará a suspeitar de que algo não está bem. Os factores de risco de desenvolvimento do melanoma têm por base dois universos - o ambiental e individual, que se traduzem em luz solar, actividades de lazer, fontes artificiais de luz e muitos outros. No caso do ambiente podemos ainda acrescentar que não é apenas o sol que representa perigo, também o frio tem acção negativa sobre a pele.

Profilaxia, benefícios do sol...
Há, pois, que mudar os nossos comportamentos. Neste sentido, existem duas vertentes indispensáveis: a prevenção primária e a secundária. No primeiro caso devemos vencer a vontade de nos expormos aos sol – especialmente entre as 11 e as 16 horas, e mesmo depois dessa hora os cuidados devem continuar.

Durante a exposição solar é importante o uso de roupa protectora e óculos de sol, bem como de protectores solares, não só no corpo e rosto, como nos lábios.

Ao contrário do que se possa pensar, deve evitar-se a exposição solar e protectores solares em crianças com menos de 1 ano de idade. Quanto às restantes, nomeadamente a partir dos 3 anos, deve encorajar-se a criança a ter como regra procurar uma sombra.

Relativamente à prevenção secundária, esta passa pela detecção precoce do cancro cutâneo, que é o mais frequente mas curável se detectado precocemente. Assim, cada pessoa deve conhecer a sua pele e realizar o auto-exame cutâneo por forma a detectar sinais de alarme e vigiá-los, devendo mesmo consultar-se com o médico.

Indispensável à vida na Terra, o sol tem acções tão benéficas que seria impossível viver sem ele. Além de possibilitar a fotossíntese, fornece calor e é essencial à regulação do metabolismo do cálcio e do fósforo necessários ao esqueleto humano, através da produção da famosa vitamina D. Todos nós precisamos desta vitamina!

Uma radiação solar adequada proporciona bem-estar, relaxamento, aumenta a capacidade de acção, estimula o organismo físico e psíquico. É, por isso, que na altura da Primavera e do Verão as pessoas se apresentam mais bem dispostas.
O sol moderado é importante tanto para os adultos como para as crianças e os idosos.

... e malefícios

Mas a verdade é que os raios solares em quantidades e qualidades inadequadas anulam os benefícios do sol. Em exagero constituem fonte agressiva capaz de causar manchas inestéticas, envelhecimento precoce, queimaduras e cancro cutâneo.

Cada um de nós nasce com um determinado "capital solar", ou seja, com um conjunto de meios naturais de defesa como o bronzeado, o aumento da espessura da camada córnea e os processos de reparação celular.

No entanto, sempre que cometemos um excesso, expondo-nos durante o horário de risco, não usando roupa adequada ou não renovando o protector solar, a que podemos juntar o facto de não beber água para hidratar a pele e apanhando escaldões, estamos a gastar o nosso capital solar.

O exagero constante conduz, então, ao aparecimento de problemas cutâneos tão graves como o melanoma.
Deve-se, portanto, apostar na protecção, e em especial nas crianças, já que estão em constante exposição, não têm ainda consciência do perigo e porque os malefícios só serão visíveis anos mais tarde.

E os escaldões acumulados durante a infância são um dos mais importantes factores de risco no desenvolvimento de cancros cutâneos e especialmente no desenvolvimento de melanoma durante a idade adulta.

(Fonte: "Ao Sol", de Maria Lacerda e Maria do Céu Avelar, Texto Editora)
Site:mulher portuguesa

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