Emagrecer Depois dos 40


Metabolismo. Este é o termo para o processo através do qual o nosso organismo transforma os nutrientes em energia (e os armazena nos músculos, por exemplo, ou sob a forma de gordura) torna-se familiar quando começamos a acumular peso que não desejamos. Sem ele, o nosso corpo não teria energia para executar funções vitais, como respirar, fazer a digestão ou estimular o ritmo cardíaco (o chamado metabolismo basal).

O género a que pertencemos, a relação entre a percentagem de massa gorda e de massa magra do nosso corpo mas também a idade vão condicionar o seu desempenho e, por arrasto, o nosso peso. À medida que os anos passam, torna-se mais lento e, assim, a capacidade do organismo para queimar calorias diminui.

«Depois dos 40 anos», pode ler-se no site do programa Dr.Oz, «o metabolismo abranda cinco por cento a cada dez anos, o que significa que terá de consumir menos calorias e fazer mais exercício para manter o seu peso normal». Prepare-se para isso com o plano que a vai ajudar a perceber como funciona o seu organismo, a estimular o metabolismo, a queimar gordura e a ficar mais firme. Quando já achava que isso não era possível.


Porque engordamos?

«Quando as estruturas celulares responsáveis pela produção de energia (mitocôndrias) envelhecem, a nossa capacidade de metabolizar gordura diminui e, por isso, engordamos mais», descreve Alexandre Fernandes, nutricionista. Este é um processo típico da menopausa, em que a fome e o desejo por alimentos mais calóricos tendem a aumentar. Tudo devido à natural diminuição dos níveis de estrogénios e progesterona.

Essas são as hormonas envolvidas no «controlo do açúcar no sangue, dispêndio energético, manutenção da massa óssea e gestão do apetite», conta Teresa Branco, fisiologista do controlo do peso. Paralelamente, os baixos níveis de estrogénio «afetam o funcionamento da tiroide», o que «aumenta a fome», divulga o site do programa Dr. Oz.


Por que é tão difícil emagrecer?

«Estudos recentes revelam que, a partir dos 40, as mulheres perdem massa muscular duas vezes mais depressa do que os homens e isso afeta a sua capacidade de perder ou manter o peso», refere o site WebMD. Com menos músculo, explica Alexandre Fernandes, «queimamos menos calorias e o organismo começa a armazenar mais gordura. Se continuamos a comer como antes e/ou exageradamente ela acumulase e surgem pneus», sublinha.

Nas mulheres, «devido à diminuição da produção de estrogénios», a gordura tende a juntar-se na zona abdominal, «tornando-se num tipo de obesidade androide (em forma de maçã) que representa um aumento do risco de diabetes e de doença cardiovascular», acrescenta. Teresa Branco lembra que a perda de massa gorda é alcançável através «do dispêndio energético decorrente da atividade física e de uma restrição alimentar».

No entanto, sublinha, «para que estes comportamentos surtam efeito, é fundamental estar em equilíbrio hormonal e emocional». É que, para além da genética e do sedentarismo, também o stresse, a ansiedade, a depressão e, até, más noites de sono «favorecem o aumento de peso», indica Alexandre Fernandes.

fonte: sapo

Sem comentários:

Enviar um comentário